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Empregados domésticos e professores encabeçam a lista de profissões mais afetadas pela pandemia do coronavírus no Paraná

Por Raisa Marques

O Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes) lançou recentemente o boletim informativo apresentando informações da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD COVID-19) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para o estado do Paraná e revelou as dez profissões mais afetadas pelo novo coronavírus no estado, categorias que correspondem a 53% dos afastamentos ocorridos em virtude do distanciamento social.

A pesquisa aponta que os trabalhadores mais afetados foram os empregados domésticos, diaristas, cozinheira e afins que tiveram 38.154 pessoas afastados do trabalho, seguidos pelos professores de educação infantil, ensino fundamental, médio ou superior que somam 27.517 profissionais distantes de seus postos nesse último período.

Entre os profissionais que viram sua renda diminuir ou ir a zero com a falta de salário, os trabalhadores da beleza (cabelereiros, manicures e afins) somam 96,9 %, já os empregados domésticos continuam na ponta da estatística, sendo 93,9% dos que responderam a pesquisa dizendo ter ficado sem remuneração por conta do isolamento social que a pandemia impôs a população.

A pesquisa mostra ainda que, 574 mil trabalhadores estavam afastados do trabalho e 250 mil deixaram de receber remuneração em junho. Outro dado da pesquisa aponta que 461.156 pessoas deixaram de procurar emprego no mesmo mês no Paraná devido à pandemia. Em contrapartida, 648 mil foram em busca de uma oportunidade de trabalho.

Por causa da pandemia, 10,4% dos trabalhadores estavam atuando de forma remota no Estado (no Brasil eram 12,7%) e a taxa de informalidade das pessoas ocupadas estava em 27,3%, número abaixo da média nacional, que era de 34,8%. O Paraná, junto com os outros Estados do Sul, apresenta uma das menores informalidades entre as unidades da federação.


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