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Ministério da Saúde deixa de financiar 616 leitos de UTI Covid no Paraná

Sem repasses, e com internações em alta, atendimento a pacientes graves da doença corre risco.

Sem garantia de financiamento do Ministério da Saúde (MS), o sistema de UTIs de Covid-19 do Paraná pode ruir – justamente no momento em que os casos retomam curva de crescimento e as internações voltam a bater recordes consecutivos. Com a redução dos repasses, o total de leitos do Estado habilitados sob verba do Governo Federal encolheu de 746, em dezembro, para 130, em fevereiro: uma diminuição de 616 leitos.

E se o caixa de Brasília seguir fechado, o mês de março dos paranaenses vai começar sem nenhum leito operado com ajuda de custos vinda de Brasília, o que pode afetar drasticamente a capacidade de atendimento a pacientes com sintomas graves da doença.

A perspectiva pessimista é da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), que deixou de receber quase R$ 30 milhões para a operação de UTIs Covid-19 com o freio nas habilitações do Ministério da Saúde. A modalidade, que viabiliza uma diária de R$ 1,6 mil do Governo Federal por leito, garantiu ao Paraná R$ 35,808 milhões em dezembro, valor diminuído para R$ 32,448 milhões em janeiro e para R$ 6,624 milhões em fevereiro.

Segundo o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), o recuo tem a ver com a negativa do Ministério da Economia em liberar R$ 5,2 bilhões ao MS para políticas de enfrentamento à Covid-19 em 2021.

O corte provocou um efeito dominó no sistema tripartite, já que Estados e Municípios afirmam não ter condições de manter a linearidade da oferta sem a ajuda da União.

“Em março, não há garantia de nenhum leito por parte do Ministério [da Saúde] ainda. São R$ 35 milhões por mês para que estes leitos sejam mantidos abertos. Se este recurso deixar de existir, os Estados e os Municípios terão que pagar de seu próprio recurso e fazer o financiamento, só que não há espaço orçamentário para essa manutenção e isso significa que não vai ter recurso para deixar leitos abertos”, afirma o diretor de Gestão em Saúde da Sesa, Vinicius Filipak.

“Se não houver garantia de financiamento federal, os leitos poderão ser fechados em um momento em que a gente tem o maior número histórico de toda a pandemia. É o pior momento possível para que essa circunstância apareça.” complementou.

Com Plural

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