Por muitos e muitos anos, a mais sofrida derrota do Brasil em toda a história do futebol havia sido na decisão da Copa do Mundo de 1950, quando o selecionado brasileiro foi derrotado pelo Uruguai por 2 a 1, silenciando um Maracanã com cerca de 200 mil pessoas e contribuindo muito para o enraizamento do complexo de vira-latas ainda existente no imaginário brasileiro.
O último jogador que ainda estava vivo daquele jogo foi justamente o grande algoz brasileiro daquela tarde. O uruguaio Ghiggia, esteve na mente de torcedores e futebolistas brasileiros por muitas gerações e faleceu na tarde de quinta-feira, 16 de julho de 2015, aos 88 anos.
Ghiggia foi o herói do último título mundial do Uruguai e protagonista do “Maracanazo”. O governo uruguaio decretou luto oficial e o ex-jogador receberá grandes honras em sua despedida.
Na Copa de 1960, Ghiggia marcou em todas as partidas – feito que só seria igualado por Jairzinho em 1970 – e foi um dos comandantes da virada uruguaia diante dos brasileiros.
Alcides Ghiggia, um dos personagens mais importantes da história do Brasil e do Uruguai em Copas do Mundo, se despediu da vida justamente na data em que se tornou celebre no Uruguai e também no Brasil: 16 de Julho de 2015, quando o episódio do “Maracanazo” completou exatos 65 anos.
Sessenta e cinco anos depois, o futebol, o Brasil e o Uruguai são mudaram, em que pese que nem sempre para melhor. No entanto, o “Maracanazo” não se apagará da história e nem deixará de ser lembrado pela ausência de seus protagonistas, em especial Ghiggia. Estará marcado na história dos dois países e do futebol mundial.