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Campo Mourão

Campo Mourão terá Natal com toque de recolher e barreiras para conter aglomerações

O Secretario de Saúde de Campo Mourão, Sérgio Henrique dos Santos, anunciou em vídeo gravado e publicado nas redes sociais do município na tarde desta sexta-feira (18), um novo decreto, assinado pelo Prefeito Tauillo Tezelli (Cidadania) com atualizações  das normas para enfrentamento do Covid-19.

O decreto entra em vigor a partir de sua publicação com validade até dia 6 de janeiro. As deliberações foram sugeridas pelo Comitê Municipal de Gestão de Crise, este um grupo composto por pessoas da administração municipal e por auxiliares diretos do governo.

Regras

Entre as regras fica proibida a realização de eventos com mais de 10 pessoas – conforme já determina decreto estadual –  atividades esportivas coletivas, funcionamento de edículas e espaços de lazer para eventos, música ao vivo, entre outros.

O município terá um toque de recolher noturno municipal, das 23 horas às 6 horas. Após este horário o documento libera entregas em domicílio. O toque de recolher noturno estadual que está em vigor desde o dia 2 de dezembro, segue permitindo apenas serviços essenciais das 23h às 5h.

Assim, recomenda-se que as celebrações aconteçam antes da meia-noite para garantir que todos cheguem em casa antes do toque de recolher

Fiscalizações

O secretário de saúde lembrou que a Polícia Militar deve continuar com o trabalho de fiscalização de abordagens educativas, para orientar quem acabar relaxando nas medidas preventivas do coronavírus. “as fiscalizações estão sendo realizadas com bastante tranquilidade, acabando com algumas festas que não poderiam acontecer. Mesmo assim, vamos continuar pedindo a colaboração de todos”, finaliza.

Ações de fiscalizações estão sendo organizadas para os finais de semana em vários locais da cidade, inclusive com barreiras sanitárias que serão instaladas nas entradas de acesso as chácaras da Usina Mourão.

Colapso

O secretário alertou que o sistema de saúde está em colapso. “O problema não é dinheiro. Não tem mais leitos disponíveis nem profissionais para serem contratados para o enfrentamento dessa doença”, argumenta o secretário. A preocupação é que a situação piore ainda mais neste fim de ano. “Sabemos que muitos já reservaram locais para confraternizações, o que demonstra total negligência com os cuidados básicos”, observa o secretário.

Na Unidade de Pronto Atendimento (UPA), o atendimento de pacientes com sintomas de covid-19 está muito acima da média. “Dobramos a capacidade de atendimento com médicos e equipe, mas a demanda aumentou demais. A espera, que era de pouco mais de meia hora, agora chega até cinco horas”, informou o secretário. Na quinta-feira (16), mais 42 casos foram confirmados e com a morte de mais uma paciente o município já chegou a 53 óbitos pela doença.

A Santa Casa teve o número de leitos ampliados na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) no Sistema Único de Saúde (SUS) de 5 habilitados pelo Ministério da Saúde para 12, estes 7 habilitados pela Secretaria do Estado da Saúde (Sesa). Há também 6 leitos particulares que atendem por convênios, o que totaliza 18 leitos. “Já tivemos pacientes intubados no Pronto Atendimento. Nossa capacidade está esgotada”, explica o diretor técnico da Santa Casa, Renato Schmitz Gibim. Ele lembra que os leitos SUS-Covid são administrados pelo Estado. “Se abrirmos mais vagas e o Estado mandar pacientes de outras cidades temos que atender”, observa.

Permitido

Permanece permitido o funcionamento de mercados, restaurantes, lojas e serviços não essenciais, com horários que não ultrapassem o horário do toque de recolher, inclusive aos domingos.

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